REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

quarta-feira, 23 de março de 2011

Poesias Brasileiras

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Sonho

Ontem te vi a visitar-me em belo sonho...
Moravas tu entre as estrelas lá do céu...
Usavas tênue lenço branco como um véu
Cobrindo olheiras de um viver que era tristonho...

Roubei-te tudo, a tua dor, tua tristeza,
Pra devolver-te a alegria que tu tinhas...
Tomei teu corpo num abraço como vinhas...
Roubei-te a roupa, desnudei tua beleza...

Ao acordar, não vi teu corpo que eu sonhara,
Mas ainda havia o perfume que ficara,
De uma fragrância tal qual pétalas de flores...

.......................................................................
Vivo a sonhar para encontrar-te outra vez,
Aconchegar-me à maciez da tua tez
E estar contigo, sempre, sempre, aonde fores...

terça-feira, 22 de março de 2011

Aventura

Aventura

Bradam lá dentro em uníssono mil vozes
Admoestando com sermões o meu pensar
Cala no canto o acalanto sem cantar
Aperta o peito dor sem jeito, sem algozes

Não vejo a ponta do ice-berg a me rondar
E em minha ronda sigo a estrada sem tropeço
Aponto o rumo, mas me falta o endereço
E bradam vozes em uníssono a gritar...

Risco a estrada e me arrisco no caminho
Revolvo a lânguida memória qual moinho
Para arrancar na mais valiosa aventura!

Lá estará a minha amada na janela
Olhar longínquo a rainha que é mais bela
Braços abertos a esperar-me em formosura!...

domingo, 20 de março de 2011

Vida Madrasta - Recado

Vida madrasta agora canta e encanta,
Ao destroçar de corações sofridos...
O teu cantar é o meu sofrer dorido,
O meu cantar pranteia a dor, não canta...

Amarga incógnita em sons perdidos,
Aos desolados corações que se amam,
Traças, ó vida, rotas vis que clamam
Um ocaso em vida a amores proibidos...

Vou destemido contra ti lutar
E nos embates esse amor salvar!
Não terás forças ante o meu punhal!

Não serás tu a colocar embargo
A esse amor que já bebeu do amargo
E que jamais verás ter um final!...

Vida na Roça

É de manhã e o roçado está sorrindo
Com o orvalho esbranquiçado que caiu...
Por trás da serra vem o Sol já colorindo
Enquanto a Lua do outro lado já partiu...

Nessa eutimia encantadora a Natureza
Dá ao camponês a paz de espírito e dá o pão...
Pássaros voam piruetas com destreza...
De uma nascente a água brota em profusão...

A filharada inda com frio assiste a ordenha
E, inconsciente, seu futuro ali desenha...
A lida, a faina o destino dá de herança!

Dedo na boca, pés descalços, mas felizes,
Vão colorindo suas vidas com matizes,
Que nunca mais se apagarão de suas lembranças...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Caminhando na Beira-Rio

São 8 da manhã e o sol já bate forte.
Faço um alongamento.
Desço pela escada, vou me aquecendo.
Bom dia, seu Modesto, tudo bem?
Seu Modesto, um dos porteiros, é um senhor negro, baixo, meio atarracado e meio careca.
Gente boa, o seu Modesto.
Ele fala do vinho que lhe dei: “Ó, muito legal, viu? Muito bom!
(fazendo sinal de OK com o polegar)
Minha senhora fez lá um peru assado no vinho
- ela gosta de fazer essas coisas, né?
Ficou... oh!...Legal!...  Brigado, tá?”
De nada, seu Modesto, deixa eu ir, um abraço.
O céu está azul, com algumas nuvens decorando o topo da Serra da Mantiqueira.
Cinco minutos andando e já estou na Beira-Rio.
Bom dia! (Aqui, a maioria das pessoas se cumprimenta).
Sigo pela sombra das árvores,
árvores frondosas que margeiam o rio,
enquanto ele desce soberbo, banhando a cidade.
São pés de ingá, jamelão, pitanga, goiaba, manga,
gameleira, quaresmeira, ipê roxo, ipê amarelo e outras tantas que não sei.
Pequenas pontas de galhos se espalham pela calçada, resultado do granizo de ontem à tarde.
Já vejo as duas senhoras, que varrem, todos os dias.
Estão varrendo de lá pra cá.
Quando as cumprimento, respondem prontamente,
com entusiasmo.
Um cumprimento pode ser um alimento para a alma.
- Olá!
Esse olá foi para uma moça bonita, de óculos escuros, rabo de cavalo (o do cabelo, não o dela).
Essa sempre fala comigo.
Muitas pessoas caminham aqui, outras preferem o belo Parque das Águas, ao lado.
Algumas falam com a gente,
outras fingem que não estão vendo,
talvez por timidez, ou por ignorância mesmo.
Há uma velhinha, que também não fala com ninguém, e caminha todos os dias, rezando o terço!...
Será que reza mesmo?
- Ôpa, tudo bom?
Não foi pra ela, não.
Foi para um camarada, que também não sei o nome,
mas sempre que passa, cumprimenta a todos.
Passo agora perto da minha árvore predileta!
Não sei o nome dela.
É bastante alta, com muitos galhos robustos,
que se estendem sobre o rio.
Um dia ainda vou contar quantos galhos ela tem.
Deve ser centenária, a julgar pela imponência e tronco de mais de um metro de diâmetro.
- Oi, tudo bem?
Não, hoje ele não veio. Agora é minha vez.
Não dá pra andar com ele muito rápido,
ele pára toda hora pra cheirar, fazer xixi... tchau!
É uma moça e seu cachorrinho.
Ela perguntou pelo Billy, nosso miniatura pinscher.
Acho que ela aprendeu comigo,
pois está levando um saquinho plástico!
Algumas pessoas são tão caras-de-pau,
que trazem os cachorros para caminhar e fazer cocô,
sem sequer se preocuparem com a sujeira.
Estou tentando impor novos hábitos...
E estou conseguindo.
Vou voltar daqui, já cheguei ao final da calçada.
Vou até a outra ponta.
Mais uns 20 minutos e eu chego lá.
Bom dia, iiiiiih!, não respondeu!!!
É assim mesmo.
Algumas mulheres caminham como se estivessem sozinhas,
só olham pra frente, nariz empinado, bunda arrebitada... Se acham! Fazer o quê, né?
Se eu fosse o Brad Pitt, aposto que olharia pra mim e daria o maior sorriso!...
Ôpa, caraca! Dei uma ligeira tropeçada.
É que eu olho para todos os lados,
apreciando a natureza e, claro,
as beldades que passam,
as árvores que ficam,
os pássaros que cantam,
que voam, esvoaçam,
chicoteando o espaço...
O rio que desce...
Os patos d’água que nadam, fazendo barulho,
as garças, em voos rasantes sobre a água...
Um galo que canta do outro lado do rio...
Os sabiás que cruzam a calçada, quase se deixando pisar...
Sanhaços e canarinhos da terra, a colorir o lugar...
Se fosse na primavera,
haveria também os ipês floridos para se ver.
“BiBi”... Passa um carro e buzina.
Olho, porque a buzina chama atenção.
Ah!... Mas vejam pra quem foi a buzinada!...
Para uma garota que passou correndo,
de bonezinho, óculos escuros e aquele bumbum arrebitado!
(Não é aquela, não. Essa é apenas mais uma...)
Ôps! Outro tropeção!
Alguém deve ter dito “bem feito!”
Em meio à sinfonia de inúmeros pássaros,
à brisa refrescante e ao belo visual,
continuo caminhando...
Já se passaram 45 minutos.
É hora de voltar. Até em casa, mais uns 5, tá bom.
Amanhã, estarei aqui de novo, caminhando,
vendo as belezas do lugar,
e sempre desejando que as pessoas que eu gosto
estivessem também aqui, caminhando comigo.
Por hoje, vou encerrar o meu monólogo,
ou, como diria aquela loira falante,
o meu “diálogo solitário”
Tchau!

terça-feira, 15 de março de 2011

Isquié Amô

Eu passei na frente dela
E ela botô o zói neu
Mandei um bejo pra ela
Mai ela num recebeu
Casqueutava na carroça
Casqueutava ino pra roça
Pra lida que Deus me deu...

Mai lá inda vorto um dia
E vou vortá de fuscão
Vou precurá por Maria
Pra dá o meu coração
Vou tomarr um bãe primero
Perfumarr o corpo intero
Cum o chero da paxão...

Se despois de fazê isso
Maria num me querê
Num vou pensá in sumiço
Vou lutá inté vencê
Vou pegá um gai cum frô
Tirá os ispim qui dá dorr
E dizê: isseprocê !...

sábado, 12 de março de 2011

Liberdade

Passarinho preso canta,
Mas não de felicidade...
Aos meus ouvidos encanta
Ouvi-los em liberdade!

Buraco do outro mundo

Numa rua onde eu passava,
Vi um buraco profundo!
Junto, uma placa indicava:
‘Para o outro lado do Mundo’.
Fiquei então curioso,
Mas, como sou cauteloso,
Aguardei mais um segundo.

Logo entrou um camarada
Muito gordo, quase obeso,
Que entrou em disparada
E logo voltou ileso.
Voltou esbelto e elegante,
Com um ar de triunfante,
Que até me deixou surpreso!

Decidi esperar mais,
Para ver se um outro entrava
E não voltaria jamais...
Mas enquanto eu esperava,
Uma senhora chegou,
Olhou pra mim e piscou,
Enquanto ali adentrava...

Fiquei um tanto confuso,
Com o que estava acontecendo!
Não que aquilo fosse abuso,
Mas me deixou remoendo,
Tentando entender ao certo
Se era astúcia de um esperto,
Ou ‘vero’ o que eu estava vendo!

Vi que quem dali saía
(O que eu não havia notado)
Não tinha a fisionomia
Do mesmo que havia entrado!
Será que era magia?
Só uma coincidência?
Fenômenos de vidência?
Ou será que eu estava errado?

Fui então com minhas pernas...
Fui lá dentro conferir...
Havia uma loja moderna,
Com gente a entrar e sair!
Veio u’a vendedora “louca”
Disse: “tire a sua roupa”
Tome essa pra vestir...

Era coisa de outro mundo
Que havia naquele buraco!
Em menos de um segundo,
Trocavam calça e casaco,
Tudo bem higienizado,
Num comércio organizado
E por certo nada fraco!

Anotei o endereço
Do buraco que encontrei,
Pra falar a quem conheço
Para ir ver o que eu achei.
.........................................
Ouvi alguém... Rindo... Rindo...
Dizer-me: “Tu estás dormindo!
E o buraco? ( perguntei )...
........................................
Nesse momento... Acordei!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher, Bem Precioso (Em homenagem, no Dia Internacional da Mulher)


M’ulher, vieste ao mundo pra encantar!
U’m a um nos encantas e seduzes!
L’onge, bem longe tu já eras par...
H’oje somos bilhões a te saudar
E a quantos de nós só tu conduzes...
R’egozija-te, pois, do teu lugar!...

B’em precioso, és poção divina,
E’m doses ministradas pra curar-nos...
M’inistrando-as na dor o amor ensinas...

P’articipas do pão que alimenta,
R’ecompensas o bem, banindo o mal
E confortas o fraco em seu final!
C’ertamente de ti saiu o Filho,
I’molado, depois, naquela cruz!
O Salvador, teu Filho, o Jesus,
S’empre te viu, ó Mãe, como a Mulher!
O Lume és, pois, do mundo, com teu brilho!...

sábado, 5 de março de 2011

LIVRO - UM PRESENTE PARA A VIDA

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Poesias Brasileiras

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                                                 ISBN 9788578282004
                                                 Pág.: 106
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quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma Foto em Preto-e-Branco


Uma foto em preto-e-branco

Realçava aquele encanto
- Aquela linda mulher!

O seu semblante sereno
Era triste e era ameno
Como o de quem nada quer...

Seu cabelo emoldurava
Um rosto que anunciava
Desejos de muito afago

E o seu olhar tão profundo
Era o mais doce do mundo
Mas era distante e vago...

Num sorriso encabulado
Disfarçava algum pecado
Que ninguém podia ver...

E essa foto em preto-e-branco...
Hoje é o meu desencanto
Porque eu não soube querer!...